Tecnologia e Saúde

BANCO DE DADOS: Erros (comuns e graves) cometidos em Projetos de Informatização na Área de Saúde

Olá! Hoje estou aqui para falar com vocês sobre erros (comuns e graves) cometidos em projetos de informatização na área de saúde. Neste artigo falaremos sobre o BANCO DE DADOS do seu sistema.

Antes de falar especificamente sobre estes erros, eu gostaria de fazer um alinhamento de alguns conceitos e definições que estaremos utilizando aqui. Neste sentido é importante explicar a gestores e técnicos da saúde que o banco de dados é considerado o alicerce do projeto tecnológico do seu sistema, pois é ele que armazena e protege todas as informações relacionadas ao escopo e as rotinas em que é utilizada esta tecnologia.

Da mesma forma que na construção de um prédio o alicerce é importantíssimo, a qualidade de um projeto de software dependerá diretamente do tempo investido no planejamento do projeto lógico, na modelagem e manutenção do banco de dados do sistema. 

Infelizmente em muitos projetos a falta de organização, qualidade na construção e gestão do banco de dados pode tornar o seu projeto de informatização uma verdadeira dor de cabeça. Em projetos de software com estas caraterísticas enfrentam-se diversos problemas, dentre os quais podemos destacar: falhas de segurança, perda de dados e queda frequente de desempenho do sistema.

 

Bem agora que alinhamos e entendemos a importância do banco de dados do nosso sistema, vou explicar a vocês 3 erros (comuns e graves) cometidos em Projetos de Informatização na Área de Saúde, em relação ao mesmo.

1º. Erro: Não possuir CÓPIAS ATUALIZADAS (BACKUPS) do banco de dados do sistema.

Podemos dizer que é muito crítico que uma instituição de saúde que utilize um sistema informatizado, não tenha cópias atualizadas do seu banco de dados. Todos os dados contidos nessa base são de propriedade exclusiva da instituição de saúde, razão pela qual a sua propriedade e posse são essenciais para a segurança destes dados.

É importante que estas cópias estejam atualizadas, e para isso recomendo que cada equipe gestora avalie qual é o período de tempo em que cada nova versão dos dados deve ser recebida. Sugiro que observem a quantidade de interações e volume de informações que são imputadas a cada dia no sistema.

O prazo de recebimento de cada backup deve ser definido, de tal forma, que a instituição não corra o risco de perder dados por qualquer razão que seja: desde problemas técnicos da empresa fornecedora, eventuais quebras de contrato ou até pela descontinuidade do fornecimento de serviços.

2º. Erro: Não possuir o DICIONÁRIO DE DADOS ATUALIZADO do banco de dados do sistema.

0 dicionário de dados é uma listagem organizada de todos os elementos de dados pertinentes ao sistema, com definições precisas e rigorosas do banco de dados, para que o usuário ou um analista de sistemas possam conhecer todas as entradas, saídas, componentes de depósitos e cálculos intermediários.

 

É importante ressaltar que o dicionário de dados deve ser, a todo momento, um reflexo exato da base de dados, razão pela qual a cada atualização ou versionamento do sistema em que haja qualquer alteração da base de dados, o seu dicionário de dados deve ser atualizado e estar de posse da equipe gestora da instituição de saúde.

Ter cópias do banco de dados e não possuir o dicionário de dados pode acarretar problemas sérios no resgate e utilização dos dados da instituição!

3º. Erro: Não USAR OS DADOS CONTIDOS no banco de dados do sistema.

Em algumas instituições nos deparamos com o fato que possuem cópias do banco de dados e possuem também seus dicionários de dados atualizados, menos mal!

Porém quando indagamos as equipes gestoras para saber em que estágio está à utilização destes dados na rotina do dia a dia, seja para analisar e auditar os mesmos, seja na sistematização dos dados em informações, ou para produzir e disponibilizar cenários de informações para a tomada de decisões, em muitos casos esta prática inexiste ou é muito tímida. Algumas equipes gestoras ficam reféns das empresas fornecedoras de sistemas para que, quando ficam prontos, possa contar com mais um relatório ou painel gerencial do qual necessitam para fazer a gestão da sua instituição.

É de fundamental importância que as instituições de saúde possuam (ou criem), uma equipe técnica interna que atue diretamente neste importante desafio que é o de uso dos dados contidos na sua base de dados.

Posso assegurar a vocês que somente com esta prática terão uma noção exata da qualidade dos dados contidos na sua base de dados, poderão realizar inúmeros estudos, e produzir os mais diversos cenários com informações precisas e qualificadas de qualquer uma das áreas clínicas e gerencias da sua instituição.

Por isso sugiro à sua equipe gestora analisar este tema e começar com a máxima urgência a resolver, caso ele ou eles existam, qualquer um destes 3 erros graves relacionados à POSSE e ao USO do banco de dados da sua instituição de saúde.

Caso vocês tenham interesse em outros artigos como este sugiro que utilizem o mecanismo de comentários disponibilizado aqui abaixo deste artigo. Seus comentários são muito importantes para saber das suas experiências relacionadas ao assunto abordado neste artigo e sugerir novos temas. Agradeço pela sua atenção e até o nosso próximo encontro!

Walter Vázquez Clavera
Redes de Saúde
contato@redesdesaude.com.br

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